domingo, 20 de julho de 2014

O valor da generosidade


Hoje trouxe um conto que fiz ano passado, para uma peça que tínhamos que apresentar. A ideia foi minha e dos meus colegas, mas eu fiz o roteiro, mas enfim, espero que gostem: 

O valor da generosidade

            Era uma vez, num belo dia ensolarado de verão, numa cidade movimentada, onde a mãe, o filho e o amigo esperavam na parada do ônibus para ir até a loja de música, escolher o presente de Bernardo.
          O ônibus parou, e o motorista Brad abriu a porta. As passagens foram entregues. Havia pouca gente, por enquanto...
          Bernardo e Felipe, dois amigos, ficavam incomodando todos do transporte. Até que chegaram duas patricinhas,  Maria e Fátima, e sentaram no assento especial para deficientes e idosos.
          Sofia, a mãe, ficou intrigada com a atitude das duas, e foi lá falar com elas.
- Com licença, meninas, vocês podem sentar nos outros bancos? Aqui é especial para pessoas com...
- Não vamos, não quero saber dessas pessoas, podem sentar em qualquer lugar, porque nós temos que sair? – Fátima interrompeu, com ignorância.
- É, vamos ficar aqui. – Maria concordou.
- Mas, está escrito na lei... E olha, vem vindo uma idosa ali.
- Argh, ótimo, uma velha. – Maria falou.
         Sofia desistiu e voltou para seu lugar. A idosa, dona Margarida, andava com certa dificuldade, mas a cuidadora, Gabriela, ajudava.
- Venha, com calma, seu assento está logo ali... Ah. Vocês podem, por favor, ceder o banco? Ele foi feito especialmente para idosos e deficientes físicos, que não podem andar muito. – A cuidadora falou.
- Já disse que não! Né, Mari? – Fátima disse, irritada.
- Não mesmo! Ela pode sentar nos outros bancos, nós chegamos primeiro. – Maria disse.
        Sofia voltou para elas e ergueu a voz:
- Escuta aqui, saiam agora, deixem a pobre idosa sentar aí! Não custa nada!
        E começou a discussão.
- O que está acontecendo? – Perguntou o motorista.
        Ficou um silêncio, até ele avisar:
- Sem brigas, por favor.
- Ok, ok, agora ande logo essa coisa se não vamos nos atrasar para o cinema. – As pattys disseram.
- E para meu presente também! – Bernardo reclamou.
- Bem, já vimos que elas não vão ceder o banco... Vamos, com cuidado, Dona Marga... – Gabriela disse, ajudando a idosa a ir para o outro assento.
      Desde então, muito tempo passou. E todos se encontraram no mesmo ônibus.
      Bernardo e Gabriela estavam sentados no assento especial, até dois rostos familiares chegarem.
- Sofia, lembra delas? – Gabi cochichou para sua colega.
- Claro que sim.
- Com licença, vocês podem ceder o banco para nós? – Fátima perguntou.
- Eu lembro de vocês.. – Algumas pessoas disseram.
- Há anos atrás, minha mãe me ensinou a sempre ajudar as pessoas, e uma forma de fazer isso é deixando o assento para idosos ou deficientes. Podem sentar. – Bernardo falou.
- É isso aí, filho! – Sofia disse.
         Os dois saíram, e deixaram as idosas ocupar os bancos.
- Ei, eu lembro deles... Lembra, de quando a gente não quis deixar a velha sentar aqui? E quem diria que nós chegaríamos a esse ponto... – Fátima cochichou para a amiga.
- É mesmo... – Maria concordou.
         E então, elas aprenderam uma boa lição, que levariam para o resto da vida:


“Sempre ajude o próximo, pois você nunca sabe a situação em qual vai se encontrar”. 

Vou trazer mais contos em breve, agora que tenho bastante tempo vou fazer mais. :D 
Sugestões? Comente!

Posted by: Lau

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