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terça-feira, 23 de dezembro de 2014

O valor do natal


Em uma bela noite de inverno, no Alasca, uma família rica vivia feliz em sua casa requintada, enorme, de vários cômodos, em um bairro mais isolado da cidade. Lá viviam Patrícia e Lisa, duas irmãs bem diferentes uma da outra. Patrícia era tímida, solidária e não gostava muito do estilo de vida de sua família. Trabalhava como médica em um hospital e realmente amava ajudar os outros. Já Lisa era arrogante, popular e negligente com seus estudos. Patrícia fazia de tudo para ajudar sua irmã a mudar seu jeito, mas não dava certo. Porém, ela teria muito a aprender...
Certa noite, Patrícia estava voltando do hospital a pé. Estava com um casaco de lã bem grosso, mas mesmo assim tremia de frio. Estava nevando, e faltavam dois dias para o natal. Ela adorava o natal, mas não gostava de comemorá-lo com sua família, pois eles apenas trocavam presentes caros e iam dormir. Realmente, era chato.
De repente, ela tropeçou em um monte de neve e viu uma pequena garotinha, encolhida, debaixo de um teto de um restaurante fechado. Ao seu lado tinha outra, maior. Ela parecia faminta e estava em péssimo estado. Patrícia se dirigiu até ela.
- Oi. Onde estão seus pais? – perguntou.
Elas não responderam nada. Então, Patrícia tirou seu casaco e colocou sobre as duas.
- Venham comigo. – disse, levando-as.
Elas entraram em uma lancheria, e Patrícia pagou-lhes um sanduíche cada. Elas devoraram sem dizer uma palavra, mas ela pode ver a alegria em seus olhos. Sorriu.
- Obrigada. – a mais velha murmurou.
- Vou leva-las para casa. – disse.
A mais velha, Cristina, deu o endereço e foram. Era um povoado pobre, mas que as pessoas eram simpáticas.
- Seu casaco. – Cristina disse, já retirando.
- Não. Podem ficar. – Patrícia falou.
Seus olhos brilharam e ela abriu um pequeno sorriso.  Patrícia deu uma volta por ali, pensando em sua vida e comparando a elas. Naquele natal, enquanto sua casa estaria farta de comida, eles estariam sem nenhuma migalha de pão. Enquanto todos estariam ganhando um monte de presentes, eles estariam apenas encarando a neve caindo pela janela. Ela sentiu um aperto no coração, e uma vontade repentina de mudar isso. Então, voltou para a pequena casa e bateu na porta.
- Sim? – uma senhora atendeu. Tinha uma aparência cansada.
- Quero falar com Cristina e sua irmã, por favor. – pediu. A senhora chamou-as.
- Cristina... O que você gostaria de ganhar no natal? – Patrícia perguntou.
- Eu nunca ganhei nada... Nunca pensei nisso... – ela disse.
- O papai Noel nunca vem. – a mais nova completou.
Patrícia contraiu os lábios.
- Então... Pensem e me digam. Me encontrem amanhã, na mesma lancheria, na hora do almoço. Eu sempre almoço lá. Ok? – disse.
- Ok. – Cristina disse, sorrindo.
Então, elas cumpriram o combinado. No dia seguinte, se encontraram na mesma lancheria. Patrícia pagou-lhes o almoço e elas conversaram.
- Então... Já decidiram? – perguntou.
Cristina e Charli se entreolharam e balançaram a cabeça.
- Venham comigo. – Patrícia disse.
Elas foram até uma loja de brinquedos. Se fosse possível medir a felicidade das duas, diria que estavam no máximo. Ficaram uma meia hora ali, olhando encantadas para a enorme variedade de brinquedos.
- Eu quero essa boneca. – Charli falou.
- E eu essa casinha. – Cristina disse.
- Tudo bem. – Patrícia sorriu. – Mas só amanhã, que é o natal, ok?
- Ok... Espera, nós vamos ver o papai Noel? – Cristina perguntou.
- Hum... Talvez. – disse, sorrindo.
Quando chegou em casa, Patrícia anunciou que passaria o natal com seus amigos.
- Duvido que eles tem tudo o que nós temos. Olha essas comidas... – Lisa disse.
- Isso importa? – Patrícia retrucou.
- Aonde você vai? – ela perguntou.
Patrícia respirou fundo. Sua madrasta lhe olhou feio.
- Eu vou fazer uma coisa que vocês nunca fizeram, isso eu garanto. Enquanto vocês ficam aí, se empanturrando de toda essa comida que a metade vai fora depois, há pessoas passando fome. Enquanto vocês ficam gastando dinheiro com coisas fúteis, que já tem ou que não precisam, há pessoas que precisam dessas coisas. Há pessoas que nunca ganham nada, que nunca tiveram isso, e que com certeza dariam valor se tivessem. Quando vocês vão aprender que dinheiro não é tudo? Eu amo vocês, mas precisam aprender isso. Pensem no que eu disse. – falou, se levantando. – Ainda dá tempo de mudar.
Ninguém respondeu, e ela saiu, pegando a sacola com os presentes e mais uma com roupa de papai Noel. Pegou o carro e se dirigiu até a casa das irmãs.
- Oi. – a senhora cumprimentou, com os olhos cheios de lágrimas.
- Oi... Você... Está bem? – perguntou.
- Estou. O que deseja?
- Ver Cristina e Charli. – disse.
- Charli está a caminho do hospital. – a senhora disse, e suas lágrimas caíram de vez.
- O que aconteceu?
- Começou a passar mal... Seu coração... Ela... – falou, mas não conseguiu terminar a frase. – Tive que ficar para cuidar do bebê. – ela segurava um bebê muito fofinho. – Meu marido foi com ela.
- Elas foram no hospital do centro?
- Sim.
Bem na hora, seu celular tocou. Era o hospital.
Patrícia correu. Acelerou o carro e chegou lá rapidamente. Incrivelmente, chegou junto com a ambulância que trazia Charli, Cristina e seu pai.
- Cristina. – ela disse, e a outra correu para abraça-la. – vai ficar tudo bem.
Então, ela curou-a. Descobriu que Charli tinha asma, e teve um ataque realmente forte. Mas já estava melhor.
- Seria seguro se ela passasse a noite aqui no hospital. – disse.
- Que ótimo natal. – Cristina desabou a chorar, e nada podia lhe consolar.
Aí, Patrícia pensou... Tinha deixado os presentes e a fantasia no carro... Ainda havia tempo... Então, chamou uma enfermeira para tomar conta de Charli enquanto ia pegar as coisas. Se vestiu o mais rápido que pode e voltou rapidamente.
Toc Toc. A enfermeira abriu e saiu, deixando-a sozinha com Charli, Cristina e seu pai.
- Papai Noel?- perguntou Cristina.
- Sim, querida. Ho Ho Ho. – falou, sorrindo. – E eu trouxe presentes!
Elas ficaram loucas. Patrícia obrigou-lhes a fazer silêncio, pois estavam no hospital, e entregou os presentes.
- Era exatamente o que eu queria! – exclamaram. Havia lágrimas de felicidade em seus olhos.
Patrícia (ou papai Noel) conversou com elas, até que a enfermeira voltou.
- Por favor, venha aqui. – chamou. – Eu comprei alguns chocolates... Você poderia passar nos quartos das crianças e distribuir. O que acha?
- Ótima ideia. – falou, sorrindo.

Então, ela fez. No dia seguinte, apareceu em vários jornais e até mesmo na TV. Sua família ficou orgulhosa dela, e começaram a pensar mais sobre valores. O que será que valia mais? O dinheiro, o amor? A solidariedade? Patrícia ajudou a responder a essa pergunta com esses simples atos de carinho e ajuda. Há coisas que o dinheiro não compra... E, com certeza, o natal tem muito mais valor quando existe amor. 


Feliz natal para todos vocês!!! :)

Posted by: Lau

domingo, 14 de dezembro de 2014

Conto: A vida de Bella


(capa não ficou tudo isso pq não sou tão boa em edição de fotos)


Oi gente! Então, esses dias eu terminei o último livro de O estilo da amizade. Uma das personagens tem um final diferente e eu resolvi fazer um conto para mostrar como seria a vida dela depois desse final. Até agora fiz um prólogo, vejam:


"Tudo começou num baile de primavera. Tive a oportunidade de mostrar meu maior talento: cantar. Foi minha primeira apresentação em público, fiquei muito nervosa, porque a produtora estava lá para me ver. E foi assim que a minha vida mudou.
Eles me deram a oportunidade de estudar música em Hollywood, um curso de um semestre. Se eu fosse bem, conseguiria um contrato com a gravadora. Aceitei essa proposta, e aqui estou, no avião, esperando pisar na terra das estrelas. Será que eu serei uma?"

Gostaram? Em breve posto o conto aqui. :)

Posted by: Lau

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

A arte do amor





Era uma vez, uma menina chamada Catarina Williams. Ela sempre levou uma vida triste, com poucos amigos, humilde e com uma autoestima muito baixa.
Certo dia, ela encontrou seu talento: desenhar. Fazia pinturas e desenhos incríveis, que deixava todos os seus colegas de queixo caído. Aí, Catarina começou a passar horas extras na sala de artes de sua escola. Lá, era seu refúgio, sua inspiração e sua motivação.
Ela sempre deixava seus desenhos um cantinho escondido, onde assinava apenas de C.W.
Num dia, Catarina estava desenhando sozinha na sala, quando foi surpreendida.
- Oi. Ah, desculpe, não te vi aqui. 
 Ela ficou perplexa. Era o garoto bonito que estudava na turma do lado!
- Tudo bem. - conseguiu dizer. - Eu não me importo.
- Como é seu nome? - ele perguntou.
- Catarina. E o seu?
- George. Prazer em te conhecer. - ele sorriu, puxando uma cadeira. - Ei, esses desenhos são seus?
- Ah...- ela hesitou por um momento. Será que eram bons o suficiente? - Sim. 
 Ele ficou boquiaberto.
- São incríveis! Catarina, você desenha muito bem! - exclamou.
Ela corou. 
- Que nada. São normais.
 - Olhe os meus. - George colocou uma pilha de folhas na mesa. - É para um trabalho do meu curso, acho que vou começar a vir aqui... Você me ajudaria?
- Claro. - Catarina sorriu.
E assim foi. Todos os dias, depois da aula eles se encontravam ali. Catarina começou a ter sentimentos fortes por ele. Estava quase tendo certeza que estava apaixonada, quando descobriu que nada aconteceria entre eles.
- George! - entra uma garota na sala e o abraça. - Ainda trabalhando nisso?
- É, sim...
- Quem é ela? - a menina perguntou, dando um olhar que Catarina considerou venenoso.
- Ela é a Catarina, está me ajudando no trabalho. Ca, essa é Candy Wood, minha namorada.
O coração de Catarina se despedaçou ao ouvir a palavra "namorado". Aí, ficou no fundo do poço. Maldição! Quando ela encontrava alguém legal na qual vale a pena, dá nisso. Injustiça.
A partir daí, Candy começou a frequentar a sala de artes com eles, mas seus desenhos eram horríveis. E então, Catarina decidiu parar de ir. Só que cometeu um grande deslize ao deixar seus desenhos lá...
Ela faltou exatos três dias de aula por ter ficado doente. E, justo no dia que foi, começou a confusão.
Havia um concurso de artes naquele dia, onde os alunos produziram as obras e apresentariam para a escola inteira. George convenceu Catarina a participar. Porém, quando ela chegou na sala de artes para pegar seus desenhos... Eles não estavam mais lá.
Ela começou a ficar desesperada e chorou. Seus desenhos, seus sentimentos, seu talento... Sua vida.
De repente, George entra na sala com cara de quem viu um fantasma.
- Ca, você precisa vir comigo! - Ele a pegou pela mão e a puxou, o que fez seu coração acelerar.
Chegando no auditório, onde estavam acontecendo as exposições das obras, Catarina ferveu de raiva e alívio ao mesmo tempo. Sim, seus desenhos estavam lá. E sim, estavam sendo apresentados por Candy Wood.
Eles correram até o palco, onde ela estava. Por impulso, Catarina gritou:
- Esses desenhos são meus!
- Candy... - George estava pasmo.
Candy riu.
- O quê? Não está vendo minhas iniciais, C.W.? Candy Wood, querida.
- Catarina Williams. - ela falou.
- Ops, parece que temos um equívoco. - a professora disse.
- Deixe-a provar que é dela. - Candy cruzou os braços e ergueu o queixo.
- Me dê um lápis e um papel, vamos ver quem faz melhor. - Catarina disse, pois sabia que Candy era péssima em desenhos e com certeza conseguiria provar que as obras eram delas.
Candy ficou branca. Enquanto todos gritavam em nome de Catarina, George fez algo que a surpreendeu.
- Vamos lá. Você consegue.
- O quê, George? Apoiando ela?
- Você é uma mentirosa. Isso não é justo. - ele disse.
Candy começou a chorar, pois não conseguia de jeito nenhum desenhar bem. No final, ela saiu do palco e Catarina ergueu seu desenho, sendo aplaudida por todos. Era a melhor sensação que ela já havia experimentado: ganhar mérito pelo seu talento.
E aí, as coisas só melhoraram. Ela ganhou mais reconhecimento, George terminou com Candy, resultando que ele e Catarina estavam bem mais próximos. Cada vez mais demonstrava gostar mais dela, e certo dia veio a confirmação.
- Ca, tenho uma surpresa! - disse ele, quando ela chegou na sala de artes.
- O que é? - ela perguntou, curiosa.
George fez um mistério e revelou um desenho de duas pessoas pintando um quadro juntas, com as mãos entrelaçadas.
- Que lindo! Mas... Quem são?
Ele se aproximou.
- Somos nós.
Eles se olharam por uns segundos, até ele a beijar. Catarina se sentiu leve como uma pluma. E sim, estava cada vez mais apaixonada por ele.
No final, ficaram juntos, desenhando mais e mais e mostrando seus talentos ao mundo. Juntos, tinham tudo para fazer sucesso e, principalmente, mostrar a arte do amor para todos que tivessem dispostos a ver... E sentir.

***Conto feito por mim. Sem cópias!***

Tentei deixá-lo menor porque no meu caderno deu 4 páginas huhaua. Ontem eu estava inspirada (bloqueio criativo foi embora \o/) e fiz mais um texto, que posto aqui depois.
Espero que tenham gostado!

Posted by: Lau

quarta-feira, 23 de julho de 2014

A deusa das estrelas



Esse conto eu fiz para um trabalho de religião, só que gostei tanto que resolvi postar aqui. Espero que gostem. :D 

A deusa das estrelas

Há muitos anos atrás, em um reino muito distante, vivia Stella, uma garota de apenas 15 anos que servia ao rei e a rainha. 
Stella não era feliz. Sua mãe morreu cedo, de tantos castigos e maus tratos, e seu pai abandonou-as. Ela tinha apenas sua irmã mais nova, Cler, de dez anos. 
Como era o costume, quase uma regra do reino de Parislândia, os mais pobres serviam os mais ricos. Época de monarquia, tinha sorte quem trabalhava para a Rainha. 
Stella ainda não encontrou o motivo da sorte, pois odiava tudo lá, principalmente Kiera, a princesa. Mimada, fútil, orgulhosa e maldosa, sempre esnobava Stella em tudo. 
Certo dia, Cler finalmente conseguiu trabalhar no Palácio, junto com sua irmã. 
- Lembre-se: sempre concorde com tudo o que eles mandarem. Não questione e faça as coisas direitinho. Tá? - Stella disse.
- Tá bom. - ela concordou. 
Porém, uma semana depois, Cler começou a odiar Kiera. Elas discutiam seguido, até que ela chegou correndo até Stella, suplicando.
- Ela vai me castigar! - berrava, enquanto se agarrava a irmã. 
- Onde ela está? 
- No quarto. 
- Vou lá falar com ela. - disse. 
Chegando lá, Kiera estava bufando de raiva. 
- Kiera, por favor, me castigue, não ela! - pediu.
- Não! E se você questionar mais uma vez, ela será morta. - falou. - Guardas, tirem ela daqui e levem para o castigo. 
Stella viu uma das piores cenas da sua vida: Cler sendo levada a força pelos guardas, enquanto se debatia e chorava desesperadamente. O problema é que ela não podia fazer nada. 
- Agora, limpe minha gaveta de joias. E ensine bons modos a sua irmã, se ela sair viva de lá. - falou, e saiu do quarto. 
Stella foi. Abriu a gaveta: quantas joias! Mas o que chamou sua atenção foi um colar de estrelas que estava em cima de um envelope, bem escondidinho. Curiosa, abriu. Deu um pulo para trás: era a profecia que tanto falavam!
"A deusa das estrelas se aproxima,
Irá salvar Parislândia e reinar,
Com 16 anos, o colar obedecerá,
E a Estrela Cadente aparecerá."
Coincidentemente, Kiera e Stella fariam 16 em três dias. Será que ela seria a menina da profecia? E salvaria Parislândia?
Então, se passaram os três dias. Todos da cidade estavam lá, ansiosos pela revelação da profecia, que já foi tentada várias vezes antes, sem sucesso. 
Stella torcia para que não fosse Kiera, pois ela no poder só pioraria as coisas. 
Finalmente, a hora chegou. O rei e a rainha discursaram, e Kiera colocou o colar. Nada. Tudo estava quieto. Nada aconteceu. 
Até que Stella se ofereceu. 
- Eu! 
- Não! - ela negou. - Nem pensar! 
Até que Stella viu Cler, toda machucada e mal parando em pé, tirar o colar de Kiera e jogar para Stella, que colocou imediatamente. 
Então, uma estrela caiu. O colar brilhou. E Stella se transformou. 
Todos aplaudiram. Kiera estava incrédula e não aceitava de jeito nenhum, mas todos lhe ignoraram. Aí, Stella libertou os escravos, tirou o rei e a rainha do poder, e a partir daí começava uma nova Parislândia, com mais liberdade e direitos. 
Dez anos depois, Stella foi assassinada e ficou conhecida como Stellaris, a deusa das estrelas, e virou uma lenda que passou por várias gerações. E que até hoje não foi esquecida. 

É isso, espero que tenham gostado. :D 
Em breve trago mais contos. 

Posted by: Lau


domingo, 20 de julho de 2014

O valor da generosidade


Hoje trouxe um conto que fiz ano passado, para uma peça que tínhamos que apresentar. A ideia foi minha e dos meus colegas, mas eu fiz o roteiro, mas enfim, espero que gostem: 

O valor da generosidade

            Era uma vez, num belo dia ensolarado de verão, numa cidade movimentada, onde a mãe, o filho e o amigo esperavam na parada do ônibus para ir até a loja de música, escolher o presente de Bernardo.
          O ônibus parou, e o motorista Brad abriu a porta. As passagens foram entregues. Havia pouca gente, por enquanto...
          Bernardo e Felipe, dois amigos, ficavam incomodando todos do transporte. Até que chegaram duas patricinhas,  Maria e Fátima, e sentaram no assento especial para deficientes e idosos.
          Sofia, a mãe, ficou intrigada com a atitude das duas, e foi lá falar com elas.
- Com licença, meninas, vocês podem sentar nos outros bancos? Aqui é especial para pessoas com...
- Não vamos, não quero saber dessas pessoas, podem sentar em qualquer lugar, porque nós temos que sair? – Fátima interrompeu, com ignorância.
- É, vamos ficar aqui. – Maria concordou.
- Mas, está escrito na lei... E olha, vem vindo uma idosa ali.
- Argh, ótimo, uma velha. – Maria falou.
         Sofia desistiu e voltou para seu lugar. A idosa, dona Margarida, andava com certa dificuldade, mas a cuidadora, Gabriela, ajudava.
- Venha, com calma, seu assento está logo ali... Ah. Vocês podem, por favor, ceder o banco? Ele foi feito especialmente para idosos e deficientes físicos, que não podem andar muito. – A cuidadora falou.
- Já disse que não! Né, Mari? – Fátima disse, irritada.
- Não mesmo! Ela pode sentar nos outros bancos, nós chegamos primeiro. – Maria disse.
        Sofia voltou para elas e ergueu a voz:
- Escuta aqui, saiam agora, deixem a pobre idosa sentar aí! Não custa nada!
        E começou a discussão.
- O que está acontecendo? – Perguntou o motorista.
        Ficou um silêncio, até ele avisar:
- Sem brigas, por favor.
- Ok, ok, agora ande logo essa coisa se não vamos nos atrasar para o cinema. – As pattys disseram.
- E para meu presente também! – Bernardo reclamou.
- Bem, já vimos que elas não vão ceder o banco... Vamos, com cuidado, Dona Marga... – Gabriela disse, ajudando a idosa a ir para o outro assento.
      Desde então, muito tempo passou. E todos se encontraram no mesmo ônibus.
      Bernardo e Gabriela estavam sentados no assento especial, até dois rostos familiares chegarem.
- Sofia, lembra delas? – Gabi cochichou para sua colega.
- Claro que sim.
- Com licença, vocês podem ceder o banco para nós? – Fátima perguntou.
- Eu lembro de vocês.. – Algumas pessoas disseram.
- Há anos atrás, minha mãe me ensinou a sempre ajudar as pessoas, e uma forma de fazer isso é deixando o assento para idosos ou deficientes. Podem sentar. – Bernardo falou.
- É isso aí, filho! – Sofia disse.
         Os dois saíram, e deixaram as idosas ocupar os bancos.
- Ei, eu lembro deles... Lembra, de quando a gente não quis deixar a velha sentar aqui? E quem diria que nós chegaríamos a esse ponto... – Fátima cochichou para a amiga.
- É mesmo... – Maria concordou.
         E então, elas aprenderam uma boa lição, que levariam para o resto da vida:


“Sempre ajude o próximo, pois você nunca sabe a situação em qual vai se encontrar”. 

Vou trazer mais contos em breve, agora que tenho bastante tempo vou fazer mais. :D 
Sugestões? Comente!

Posted by: Lau

quarta-feira, 26 de março de 2014

A surpresa



        Era uma vez, uma menina chamada Melissa. Ela tinha 14 anos, muito próxima dos seus 15. Seu maior sonho era ter uma festa nessa data tão especial, porém, não tinha boas condições econômicas.
        Faltavam, exatamente, quinze dias para seu aniversário. Melissa foi para a escola, e encontrou suas três melhores amigas: Laísa, Mônica e Julie.
- Oi, meninas. – Cumprimentou.
- Oi, Mel. Estávamos falando aqui... Quantos dias faltam mesmo para o seu aniver?
- Quinze.
- Conseguiu convencer seus pais? – Laísa perguntou.
- Não. Eles não vão me dar a festa de jeito nenhum. Minha mãe disse que eu ia ganhar um presente muito bom, mas nada de festa. – respondeu.
- Ah, não vamos ter festa para ir, então? – Catarina perguntou.
       Catarina e Samanta eram, certamente, suas inimigas. Sempre faziam de tudo para o quarteto se dar mal, simplesmente por causa de uma briga no passado, que prevalece até então.
- Se tivesse, quem disse que você iria ser convidada? – Julie alfinetou.
- Festa sem nós não é festa, querida. – Samanta retrucou.
- Ah sim, vocês fazem uma falta enorme... – Mônica ironizou.
        E começaram a discutir. Melissa saiu de fininho, sentou-se no balanço do parque, isolada. Começou a chorar. “É tão ruim ter um sonho que nunca vai se realizar...” pensou, sem esperanças. E, para completar aquele dia péssimo, suas amigas nem vieram lhe procurar. Acontece que, elas estavam ocupadas preparando algo... Que Melissa nem desconfiava.
        Então, os quinze dias passaram voando. Certa noite, Melissa estava em seu quarto, solitária, após receber todos os parabéns e não ganhar nenhum presente sequer. Nem suas amigas ligaram. Estava se sentindo muito, muito mal. Até que Julie entra correndo em seu quarto, anunciando:
- Mel, venha comigo, AGORA. Precisamos ir ao hospital, a Laísa está doente!
- O quê?! – estava chocada. Imediatamente, levantou-se e foi com a amiga.
- Ela está com uma virose terrível, por isso não foi na aula hoje. – disse.
- Nenhuma de vocês foram na aula hoje. – corrigiu Melissa.
- Ahn, é, sabe... Estávamos fazendo companhia...
- E nem me avisaram, né? – estava quase chorando.
        Julie não respondeu. O carro estacionou, e as duas saíram.
- Ei, não iríamos para o hospital?
- Venha. – puxou a amiga para dentro do salão. – Surpresa! – gritou.
         Ooops. Festa errada.
- Que diabos vocês estão fazendo aqui? – Catarina perguntou.
- Ei... Nós... Reservamos esse salão primeiro! Era para ser a festa surpresa da Mel! – Julie gritou. Estava enfurecida.
- Pois ninguém me avisou nada. Espera, sua festa é hoje também?!
- Sim! – Melissa não sabia se ria ou se chorava.
         E então, na mesma hora, chegaram Laísa e Mônica, acompanhadas de mais alguns amigos delas. E, também, o responsável pelo salão. Tiveram uma breve conversa, e resolveram que, teriam que fazer a festa juntas.
- Não! – Mel e Catarina falaram no mesmo tempo.
          Estava tudo dando errado, até que Julie começou:
- Olha, chega dessa rivalidade de vocês. Só por causa de um erro no passado é que vocês vão ser inimigas para a vida toda? Não somos mais crianças. Aprendam isso. E, as festas vão ser juntas sim, pois não ficamos preparando tudo nesse tempo todo para nada.
           Melissa pensou.
- Desculpa. – pediu. Catarina fez o mesmo.
- Então, vamos lá! – Laísa gritou, e puxou a amiga para o banheiro. – Agora, você vai ficar linda!
          Colocou um vestido lindo, fez um penteado deslumbrante e uma maquiagem que soube valorizar bem seu rosto. Ela entrou no salão, dançou a valsa, e Catarina fez o mesmo. A festa em si foi muito, muito divertida, todos aproveitaram bastante. E, no fim, Melissa aprendeu uma lição: não se deve guardar mágoas, sempre temos que perdoar. E nunca perca as esperanças nem deixe de sonhar, pois são essenciais para nosso crescimento na vida.


***Todos os textos postados no blog são feitos por mim. Sem cópias!***

Posted by: Lau

sábado, 23 de novembro de 2013

O reencontro



Era uma vez, duas amigas chamadas Amanda e Annelize. As duas moravam numa cidade pequena, e eram vizinhas. Tinham apenas 12 anos, mas já sonhavam muito: queriam ser cantoras. Já haviam escrito várias músicas juntas, todas falando sobre amizade e sonhos, coisas que as duas amavam escrever. Amanda tinha uma voz incrível, e Annelize tocava vários instrumentos. Tinham tudo para um futuro promissor na música, porém, algumas coisas atrapalharam... 
Amanda estava almoçando com seus pais, que estavam calados até demais. Ela perguntou se havia acontecido alguma coisa, eles se olharam, e disseram:
- É que... - A mãe respirou fundo. Sabia que não ia ser fácil. - Nós vamos nos mudar. 
- O quê?! - A menina deu um grito.
- É, filha. Conseguimos um apartamento na capital, e aqui não é bom de morar, quase não tem nada. Lá vamos ter uma condição financeira muito melhor, uma vida melhor. - O pai disse. 
- Mas... Eu cresci aqui. Passei todos os anos aqui. Não vai ter como eu aceitar de uma hora para a outra. Vocês estão falando sério? - Amanda olhou, incrédula, tentando evitar o choro.
- Sim. - Afirmaram.
Correu para seu quarto e ligou para Annelize. Era sua melhor amiga, e teria que deixá-la. 
Algumas semanas passaram, e chegou o dia da mudança. Amanda fez as malas, se despediu dos seus amigos e entrou no carro. Estava péssima. 
Quando chegou lá, viu que não era tão ruim. O apartamento era grande, bonito. A escola era legal, e ficou feliz quando descobriu que tinha aula de música. As pessoas eram gentis com ela. Porém, ainda sentia falta de Annelize. 
Alguns anos se passaram. Amanda estava aprimorando cada vez mais sua habilidade musical, cantando novas músicas e vivendo várias experiências. Participou de vários show de talentos e concursos. Até que, em uma dessas oportunidades que prometiam apenas um prêmio e um reconhecimento entre a cidade, um produtor musical se interessou e quis trabalhar com ela. Gravou seu primeiro CD, virou famosa aos poucos e começou a se apresentar em vários lugares. 
Quando foi fazer seu primeiro show, em outra cidade, sua amiga July iria abri-lo. Porém, deu um problema e ela não pode ir. Ligou para ela, que explicou tudinho, e recomendou uma tal de Anne. Não sabia quem era, mas diziam que era boa. Amanda ainda não estava confiante, mas tentou pensar positivo. Estava solucionado, agora era torcer para dar tudo certo. 
Foi no instante em que começou a tocar o violão que viu: era a música que Amanda e Annelize fizeram juntas. 
- É agora. - Pensou Amanda, com um sorriso no rosto. Entrou no palco, e fizeram um belo dueto. Nada planejado, mas ás vezes, a vida não precisa apenas de planos. Ela pode nos surpreender com reencontros inesperados, coisas inesperadas, que no futuro serão ótimas lembranças. 

Gostou desse texto? Comente!

***Todos os textos postados nesse blog são feitos por mim. Sem plágio por favor!***

Posted by: Lau
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